Produção sul-mato-grossense garante quase toda a oferta de ovos na Ceasa MS
A produção de ovos em Mato Grosso do Sul tem se mostrado uma das cadeias mais consistentes do agronegócio estadual. No primeiro semestre de 2025, a Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS) comercializou 2,3 mil toneladas de ovos, sendo quase toda a oferta proveniente de granjas locais. Os principais polos produtores estão em municípios como Terenos, Ivinhema, […]

A produção de ovos em Mato Grosso do Sul tem se mostrado uma das cadeias mais consistentes do agronegócio estadual. No primeiro semestre de 2025, a Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS) comercializou 2,3 mil toneladas de ovos, sendo quase toda a oferta proveniente de granjas locais.
Os principais polos produtores estão em municípios como Terenos, Ivinhema, Nova Andradina e São Gabriel do Oeste, que abastecem tanto o mercado interno quanto os centros de distribuição. Atualmente, seis empresas comercializam o produto na Ceasa/MS.
O volume expressivo também se reflete nas vendas mensais. Apenas em setembro, a Casa do Morango, uma das empresas instaladas no entreposto, comercializou 4 mil caixas de ovos, o equivalente a cerca de 1 milhão de unidades. Duas vezes por semana, o estoque é reforçado com 400 caixas saidas de de Ivinhema.
De acordo com o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa/MS, Fernando Begena, a autossuficiência na produção demonstra o potencial do estado nesse segmento.
“Cerca de 99% dos ovos comercializados na Ceasa foram produzidos internamente. Isso reforça o potencial do estado nesse tipo de produção. O ovo é um produto de consumo popular e com valor acessível, por isso tem alta demanda”, afirma.
Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Mato Grosso do Sul representa 2,29% das aves alojadas para postura comercial no país. A expectativa é de que a produção nacional alcance 62 bilhões de unidades em 2025.
O consumo interno também segue em alta. Cada brasileiro deve consumir, em média, 288 ovos ao longo do ano, um aumento de 7,1% em relação a 2024. Com esse crescimento, o Brasil deve entrar, pela primeira vez, entre os dez maiores consumidores per capita de ovos do mundo.
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